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O que é Shibari - Entrega, prazer, vulnerabilidade, desafio, presença.

  • Foto do escritor: Lu Rope
    Lu Rope
  • 2 de jun. de 2025
  • 3 min de leitura

Uma conversa na qual alguém menciona “Shibari” facilmente pode ser seguida por outra pessoa perguntando do que se trata. Talvez isso aconteça uma, ou incontáveis , vezes com você, praticante de Shibari. Ou talvez você seja uma pessoa curiosa, buscando por essa resposta na internet.


É provável, também, que encontre uma série de textos dedicados a responder sua pergunta. Através de entrevistas, aulas, referências e vivências, chegamos a algumas definições que ajudam a entender a prática do Shibari, espalhar a "palavra das cordas" e estimular possíveis noves integrantes da comunidade shibarista.



Amarração feita na modelo Poli, por Lu Rope.
Amarração feita na modelo Poli, por Lu Rope.

A prática do Shibari se baseia no ato de amarrar corpos utilizando cordas, com o objetivo de causar sensações, criar diferentes formas de conexão e conduzir essa experiência como uma jornada, seja para quem amarra, quem é amarrade ou mesmo quem assiste à sessão.


Essa prática tem raízes no Japão, alimentando-se de diversas fontes para se tornar o que conhecemos como Shibari, hoje. Sua origem passa por fatores como a relação da cultura japonesa com o ato de amarrar e com as cordas, a prática do Hojojutsu (uma arte marcial tradicional que envolve o uso de cordas para capturar e imobilizar prisioneiros), o interesse por formas de arte ligadas ao erotismo, entre outros elementos importantes que compõem sua história.


O Shibari, hoje, é multifacetado. Pode ocupar diferentes espaços: eróticos, corporais, artísticos, performáticos ... Mas é importante frisar que não devemos higienizar essa prática — sua história também passa por contextos de tortura, sexualidade, expressão e sadomasoquismo. Em breve, trarei um texto com algumas pesquisas sobre a história do Shibari aqui no site.


Muitas pessoas relatam sensações intensas durante sessões de Shibari. Com frequência, surgem comentários sobre a possibilidade de esvaziar a mente, sentir-se acolhide pelas cordas, enfrentar posições desafiadoras como uma forma de catarse ou sentir muito tesão. Tudo isso, claro, varia bastante e depende da condução da sessão, da negociação prévia e de como o corpo e a mente da pessoa amarrada recebem a prática.


O Shibari se encaixa como uma forma de bondage, embora possa se expandir para outros contextos. Vale a pena se aprofundar na prática e perceber como ela pode acessar espaços de submissão, dor, tortura, mas também de acolhimento, presença e relaxamento.


Com o crescimento da comunidade e das trocas entre praticantes, estudos sobre segurança têm ganhado força e contribuído para a construção de uma prática mais consciente. Amarrar com segurança é uma prioridade para que possamos explorar todo o potencial do Shibari com responsabilidade.



Amarração feita no modelo Pegging, por Lu Rope.
Amarração feita no modelo Pegging, por Lu Rope.


Com o tempo, a forma de apresentar, praticar e falar sobre o Shibari tem se tornado mais diversa e acessível, incluindo diferentes corpas, identidades e relações. Mas, como em muitas práticas, esse ainda é apenas o começo. Há muitas jornadas a serem trilhadas nessa vivência com cordas, que de fato é e deve ser para todes.


Hoje, no Brasil, existem comunidades, eventos, estúdios, espaços e profissionais dedicades ao Shibari, levando essa arte de forma segura, divertida e prazerosa a quem se interessa.


Quer conhecer mais, experimentar uma sessão de Shibari ou aprender a amarrar?

Me chame aqui, e vamos dar os primeiros passos — ou nos aprofundar — na sua jornada com as cordas.



Vejo vocês no próximo texto. Obrigade por ler até aqui!

 
 
 

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